Pilotos do Team Honda garantem melhor classificação da história no Motocross das Nações

O motocross brasileiro foi muito bem representado na Inglaterra. Neste domingo, em Donington Park, a equipe nacional - formada por Balbi (Open), Leandro Silva (MX1) e Wellington Garcia (MX2) - garantiu a a sua melhor classificação na história do Motocross das Nações com a 14ª colocação, além de vencer a Bateria B, que disponibilizou apenas uma vaga para a fase final.
“Tivemos um dia difícil e todos - pilotos, mecânicos e staff - trabalharam muito bem. Chegamos na fase final com o objetivo de melhorar a classificação do ano passado e atingimos um resultado melhor ainda. Isso tudo demonstra que o Brasil tem condições de correr com todos esses países em uma competição tão importante. Somos uma equipe poderosa e determinada. Tenho certeza de que este resultado vai abrir novos horizontes para o motociclismo nacional”, disse Wilson Yasuda, chefe de equipe da delegação nacional e gerente de competições da Honda do Brasil.

O mineiro Balbi, que emplacou o melhor desempenho do Brasil nas finais com uma 12ª colocação, estava muito feliz com o rendimento. “Fiz o meu melhor resultado individual e estou muito feliz. Parabéns a todo o time do Brasil. Nós conseguimos retribuir na pista e já vamos começar a pensar no ano que vem. Agora temos que continuar descendo a serra”,disse o piloto, com bom humor.

O paranaense Leandro Silva ressaltou a superação da equipe. “Não nos classificamos no sábado, mas levantamos a cabeça e viemos com toda a motivação para as baterias deste domingo. Foi um aprendizado a cada corrida, e acabou dando tudo certo.” Wellington Garcia, de Goiás, completou: “Foi muito positivo, bem melhor que o ano passado. Apesar da equipe não ter dependido de mim para classificar e eu não estar me sentindo bem nas provas, todos nós evoluímos neste intervalo de um ano”.

Brasil ganha bateria – Assim como em 2007, o caminho até a fase final foi pelo caminho mais árduo. Os brasileiros não se classificaram entre os 19 nas corridas qualificatórias e tiveram de buscar a única vaga disponível na chamada Bateria B. A repescagem, marcada por frio e chuva fina e intensa, teve os pilotos das três categorias de cada país concorrente à vaga correndo juntos. Os adversários do Brasil na Bateria B foram Irlanda, Rússia, Suécia, República Checa, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, Venezuela, Lituânia, Noruega, Islândia e Mongólia.

Balbi e Leandro Silva fizeram uma boa largada e iniciaram a prova em primeiro e terceiro lugares, respectivamente. Wellington Garcia, de Goiás, ficou para trás e caiu logo nas primeiras voltas. Leandro Silva chegou a assumir o terceiro lugar, mas acabou cedendo à pressão do russo Evgeny Bobryshev aos seis minutos de corrida. Balbi continuou ditando o ritmo da prova, sempre acompanhado de perto pelo irlandês Martin Barr.

A chuva deixou o terreno fofo bastante escorregadio, e os pilotos precisaram de muito controle para não deixar a roda escapar. Aos 25 minutos, Balbi perdeu a liderança para Bobryshev, que já havia ultrapassado Barr. Porém, nos minutos finais, Balbi caiu em uma funda valeta e quase viu o sonho da classificação ir por água abaixo ao voltar à prova na oitava colocação. Leandro Silva seguiu em quarto lugar, atrás de Martin Zerava, da República Checa.

Enquanto Bobryshev e Barr duelavam pela primeira posição da corrida, Balbi ia ganhando posições, mostrando bastante plasticidade nos saltos com as suas entortadas. O mineiro fechou a prova na quarta colocação, seguido por Leandro Silva. Os dois pilotos já eram aguardados por Wellington Garcia a poucos metros da chegada, e a comemoração foi bastante intensa na pista enquanto eram saudados pela torcida. O resultado de Wellington, a 21ª posição, foi descartado.

O Brasil não teve muito tempo para festejar, porque precisou voltar à pista apenas 2h08min após o término da Bateria B para disputar as finais. Cada piloto enfrentou mais duas baterias exaustantes, as quais mesclaram duas classes, em um terreno bastante pesado. No final, a combinação de resultados garantiu o feito histórico para os brasileiros teve o melhor desempenho individual, com um 12º e um 19º lugares. Leandro Silva ficou em 25º e em 26º, sendo que Wellington Garcia fez um 31º e um 33º – esta última colocação foi descartada.

No ano passado, em Budds Creek, circuito norte-americano, o Brasil também teve de buscar na repescagem a então inédita vaga para a final do Motocross das Nações. Com o mesmo trio de pilotos, o elenco nacional conquistou a 16ª posição, sendo que os campeões foram os Estados Unidos. Com James Stewart, Ryan Villopoto e Tim Ferry, o elenco norte-americano conquistou novamente a taça em 2008.

Confira a classificação da fase final do Motocross das Nações 2008:

1 – Estados Unidos (26 pontos perdidos) - James Stewart, Ryan Villopoto e Tim Ferry
2 – França (31) - Sebastien Pourcel, Nicolas Aubin e Anthony Boissiere
3 – Bélgica (41) - Steve Ramon, Ken de Dycker e Jeremy Van Horebee k
4 – Inglaterra (42) - Tommy Searle, Billy Mackenzie e Shaun Simpson
5 – Itália (45) - David Philippaerts, Alex Salvini e Manuel Monni
6 – Austrália (55) - Michael Byrne, Chad Reed e Brett Metcalfe
7 – Espanha (58) - Jonathan Barragan, Carlos Campano e Alvaro Lozano
8 – Nova Zelândia (63) - Cody Cooper, Joshua Coppins e Scott Columb
9 – Suíça (82) - Julien Bill, Arnaud Tonus e Gregory Wicht
10 – Alemanha (96) - Maximilian Nagl, Daniel Siegl e Manuel Chittaro
11 – Finlândia (98) - Matti Seistola, Antti Pyrhonen e Harri Kullas
12 – Estônia (103) – Tanel Leok, Juss Laansoo e Gert Krestinov
13 – Canadá (107) - Colton Facciotti, Dusty Klatt e Tyler Medaglia
14 – Brasil (113) – Antônio Jorge Balbi Júnior, Leandro Silva e Wellington Garcia
15 – África do Sul (117) - Neville Bradshaw, Tyla Rattray e Kerim Fitzgerald
16 – Letônia (143) - Matiss Karro, Lauris Freibergs e Davis Livs
17 – Japão (160) - Yohei Kojima, Hiroaki Arai e Yoshiki Kitai
18 – Holanda (164) - Herjan Brakke, Ceriel Klein Kromhof e Marc de Reuver
19 – Porto Rico (100 – não completou as provas) - Zach Osborne, Tarah Gieger e Gino Aponte
20 – Dinamarca (134 - não completou as provas) - Rasmus Jorgensen, Nikolaj Larsen e Jensen Kasper

Fonte: Webventure


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