por Ricardo Borges em 22 de Junho de 2009 às 11:44
No último dia 31 de maio, tudo estava pronto para o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Oakley), alcançar sua grande meta do primeiro semestre e consagrar-se ainda mais como um dos ícones do triathlon da América Latina: brigar por uma nova vitória no Ironman Brasil, em Florianópolis (SC), e garantir a vaga para o Mundial no Havaí. Mas o inesperado aconteceu e ele foi acometido por uma dengue, que o impossibilitou de largar e chegar ao inédito tetracampeonato.
A sensação de impotência, depois de toda a preparação para a prova, foi logo apagada e substituída por um novo foco, o Ironman da França, no próximo dia 28, em Nice. Menos de um mês depois da frustração, Galindez pode dar a volta por cima e alcançar a sua meta traçada.
Mesmo sabendo que pode ter de pagar mais caro por ainda estar em recuperação, ele não rejeita a responsabilidade de disputar a vitória. “Acredito, como sempre acreditei, no meu potencial, apesar de que falando com atletas que já pegaram dengue, comentaram que demoraram dois meses para voltar às competições 100%. Tomara que eu seja a exceção”, destacou.
“Então, na linha de largada, só pensarei na prova que virá pela frente e não no que passou”, acrescentou Galindez, lembrando o que passou ao ficar de fora da prova. “Foi uma mistura de raiva e impotência. Foi um investimento de horas de treinamentos que um atleta faz para chegar em boas condições, especialmente quando se trata de um Ironman”, comentou.
Ele ressaltou que independente do que aconteceu, a prova de Nice já estava em sua programação. “Fui convidado pela organização há três meses e, apesar de que o Ironman Brasil sempre foi o objetivo principal do primeiro semestre, fiz a minha preparação pensando 50% na disputa brasileira e 50% na francesa”, revelou o competidor patrocinado por OG Design, Santaconstancia, Oakley, Funfsports, Mérida, Profile Design, Zipp, Blueseventy e 11 a Fondo.
ALPES - Um dos triatletas mais experientes do Mundo, tricampeão do Ironman Brasil, penta no Meio Ironman de Pucon, no Chile, e hepta no Triathlon Internacional de Santos e no Troféu Brasil, Galindez sabe que terá uma tarefa árdua pela frente. Tanto pelo percurso quanto pelos rivais. “Escolhi Nice porque é um lugar espetacular e gosto dos circuitos difíceis. Será um grande desafio”, falou.
Ele apontou como grande dificuldade o ciclismo, com trechos nos Alpes, subidas de até 22 quilômetros, alcançando até 1.230 metros acima do nível do mar. “É uma prova muito dura. Também as descidas são longas, com curvas fechadas, o que torna o circuito altamente técnico e perigoso”, disse.
“Mas a parte mais complicada são os últimos 30 km, que são planos e com vento contra. Tem muito sofrimento, mas também muita alegria. Terei de poupar energia e a hidratação será fundamental”, relatou Galindez, apontado como um dos melhores ‘pedais’ do triathlon mundial e citado pelo tricampeão da prova francesa, Marcelo Zamora, como um dos favoritos à vitória.



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